
Espírito do futebol
Que o futebol faz parte da vida do brasileiro, ninguém duvida. Mas nunca essa forte mistura entre esporte e vida cotidiana foi tão bem captada quanto no livro Brasil, Um Século de Futebol, Arte e Magia (Aprazível Edições). São 180 fotos escolhidas pelo editor Leonel Kaz para retratar os costumes do Brasil nos últimos 100 anos. Há momentos marcantes, como Pelé andando de bicicleta, o atacante Leônidas experimentando um terno e torcedores ouvindo um jogo da seleção no rádio. Esse livro é uma nostálgica máquina do tempo, imperdível para quem gosta de futebol e do Brasil.
Desenhos do mundo
A arte da gravura - a técnica de esculpir, numa matriz de pedra, madeira ou metal, um desenho para, depois, reproduzí-lo no papel, num processo semelhante ao do carimbo - é muito praticada no Brasil. Um de seus maiores expoentes foi o gravurista paulista Livio Abramo, morto em 1992. Seus trabalhos abrangem uma quantidade enorme de temas, indo desde sua visão da Guerra Civil Espanhola até o candomblé e a vida operária. A competência desse mestre pode ser constatada no Instituto Tomie Ohtake (av. Faria Lima, 201, tel. : 11-2245 1900), que expõe, até 14 de maio, 78 obras de diversas fases do artista. Além disso, também foi lançado o livro A Gravura de Livio Abramo (Editora Instituto Tomie Ohtake), do curador e crítico Tavares de Araújo.

O rei dos violinos
Quem nunca ouviu falar dos Stradivarius? Esses instrumentos musicais criados pelo italiano Antonio Stradivari, no século XVIII, e avaliados em milhões de dólares são famosos no mundo inteiro. A fama não se deve apenas à qualidade única do som que eles geram. É uma história de séculos que envolve falsificadores, ladrões e cobiça de reis e príncipes. Tudo isso é contado em ritmo de aventura no livro Stradivarius: Cinco Violinos, Um Violoncelo e Três Séculos de Perfeição, da Editora Record (280 págs. , R$40). Mesmo quem não freqüenta salas de concerto e não ouve música clássica, vai se divertir e aprender com esse livro. |
Pasquim eterno
Quem não conhece o Pasquim? Sua fama atravessa gerações. Afinal, foi o jornal que peitou a ditadura com humor e ironias de qualidade. Seus slogans eram discretos como estes:"Livre como um táxi", "Folião no velório", "Sempre em alta graças ao seu baixo nível". Agregando talentos como Paulo Francis, Millôr Fernandes, Jaguar e Ivan Lessa, esse jornal nanico foi um dos mairores sucessos editoriais do país. Agora, a editora Desiderata lança Pasquim - Uma Antologia (1969-1971), com crônicas, caricaturas, piadas e entrevistas impagáveis. Não é um jornal para ser lido com saudosismo, mas como uma obra que mostra a capacidade mágica do humor e da inteligência. É ler, rir e aprender. |