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Exclusivo para Assinantes |
| Ensaio da Priscila |
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| Exclusivas 01 |
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Nós amamos tantas mulheres. Elas nos envolvem com seus olhares e sorrisos tão doces e meigos
quando as conhecemos e tão vorazes e duros quando nos despedimos...
Mas Priscila terá o dom de ser eterna, doce e meiga, enquanto nela morar o descuido de um
tempo que parece nunca terminar. Para ela, Darcy Ribeiro, teria dedicado esta poesia.
“Aquela
Minha amada é de carne,
de pele e pêlo.
Ora é negra, ora é loura, ora é vermelha.
Minha amada é três. É trinta e três. Minha amada é lisa, é crespa, é salgada, é doce.”
“Ela é flor, é fruto, é folha, é tronco.
Também é pão, é sal e manga-rosa.
Minha amada é cidade de ruas e pontes.
É jardim de arrancar flores pelo talo.”
“Ela é boazuda e é bela como uma fera.
Minha amada é lúbrica, é casta, é catinguenta.
Minha amada tem bocas e bocas de sorver,
de sugar, de espremer, de comer.
Minha amada é funda, latifúndia.
Minha amada é ela, aquela que não vem.
Ainda não veio, nunca veio, ainda não.
Mas virá, ora se virá. A diaba me virá.”
Fotos: Bob Zurich
Produção: Emanuela C.A.