Esta palavra é a principal qualidade que todos procuram em um automóvel.
Os meios de comunicação, em especial a imprensa automobilística especializada
que enfatiza a sofisticação eletrônica cada vez mais empregada na fabricação
dos automóveis, asseguraria maior confiabilidade do veículo.
Com
o velho carburador aposentado e o advento da injeção eletrônica, o funcionamento
do motor se tornou cada vez mais regular, dispensando as freqüentes intervenções
ocasionadas pelo precário funcionamento do sistema carburado.
Mas se essa revolução trouxe alguns inconvenientes, é verdade que o sistema
apresenta um desempenho exemplar, porém é notório saber que a injeção
eletrônica só funciona a contento se todos os seus componentes possuírem
a qualidade necessária para a função desempenhada.
Na prática, isso nem sempre acontece. Como conseqüência, o sistema pode
se tornar vulnerável e ficar à mercê dos caprichos de um pequeno e simples
componente eletrônico; pode-se dizer que a sofisticação da técnica automobilística
cada vez maior tem como contrapartida um nível de qualidade proporcional.
A influência de alguns componentes eletrônicos é tamanha na estratégia
de funcionamento do veículo que pode substituir inúmeras operações que
tradicionalmente eram executadas mecanicamente. Daí a importância de um
controle de qualidade rigoroso na fabricação destes componentes, pois
o não funcionamento de apenas um deles poderá ocasionar a parada do motor.
Na prática se observa que o sistema de injeção eletrônica tem muitos
mais itens suscetíveis a quebra que o antigo carburado.
Concluímos que, apesar de o sistema injetado oferecer um funcionamento
muito melhor, sua vulnerabilidade é inversamente proporcional ao nível
de qualidade dos componentes eletrônicos.
Observa-se no geral que os veículos importados obedecem a um critério
de qualidade superior ao dos nacionais. Isso explica a grande preocupação
de algumas montadoras no quesito qualidade, pois apesar de estarem instaladas
no Brasil há alguns anos, ainda importam os componentes, cuja qualidade
é considerada de vital importância. A indústria nacional precisa andar
a passos largos em direção à qualidade, pois este procedimento em muito
prejudica a balança comercial brasileira.
Não se pode negar a melhora considerável da indústria automobilística
nacional ao longo dos últimos anos,mas falta muito para que a qualidade
dos produtos possa ser equiparada aos importados.Talvez falte um pouco
de amor próprio, um pouco de vontade em fazer valer os direitos do consumidor,
pois a qualidade que nós teremos é proporcional à nossa exigência.
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Novidade à Vista |
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| Bugatti "Veyron" |
Enquanto a Volkswagen hesita
em lançar o superesportivo Bugatti "Veyron" (motor W16,
de oito litros e velocidade ao redor de 400 km/h), tentando
resolver problemas mecânicos de estabilidade, a Chrysler
talvez consiga ter êxito onde a VW está falhando: construir
um carro de grande potência e velocidade próxima aos
400 km/h.
O modelo que pode conseguir
esta façanha é o "ME FOUR-TWELVE", um protótipo apresentado
em Detroit (EUA) no ano passado. Lembro que ele está
montado com um motor V12, de seis litros, superalimentado
com quatro compressores com 850 CV 1150 Nm de torque
a apenas 2.500 giros por minuto. Em teoria, esse protótipo
alcançaria os 100 km/h em menos de três segundos, com
condições de superar os 350 km/h.
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| Me Four-Twelve |
Se a produção do Bugatti
" Veyron " permanecer em banho-maria, os americanos
poderão conseguir a satisfação de passar para a história
como os pioneiros na construção do esportivo mais rápido
do mundo.
Vale lembrar que a VW já
fracassou em tentativa anterior. E isso causou a demissão
do responsável pelo projeto, o sr. Carl Heinz Neumann.
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