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Confiabilidade
por Paolo Mandalla

Esta palavra é a principal qualidade que todos procuram em um automóvel. Os meios de comunicação, em especial a imprensa automobilística especializada que enfatiza a sofisticação eletrônica cada vez mais empregada na fabricação dos automóveis, asseguraria maior confiabilidade do veículo.

Fotos: DivulgaçãoCom o velho carburador aposentado e o advento da injeção eletrônica, o funcionamento do motor se tornou cada vez mais regular, dispensando as freqüentes intervenções ocasionadas pelo precário funcionamento do sistema carburado.

Mas se essa revolução trouxe alguns inconvenientes, é verdade que o sistema apresenta um desempenho exemplar, porém é notório saber que a injeção eletrônica só funciona a contento se todos os seus componentes possuírem a qualidade necessária para a função desempenhada.

Na prática, isso nem sempre acontece. Como conseqüência, o sistema pode se tornar vulnerável e ficar à mercê dos caprichos de um pequeno e simples componente eletrônico; pode-se dizer que a sofisticação da técnica automobilística cada vez maior tem como contrapartida um nível de qualidade proporcional.

A influência de alguns componentes eletrônicos é tamanha na estratégia de funcionamento do veículo que pode substituir inúmeras operações que tradicionalmente eram executadas mecanicamente. Daí a importância de um controle de qualidade rigoroso na fabricação destes componentes, pois o não funcionamento de apenas um deles poderá ocasionar a parada do motor.

Na prática se observa que o sistema de injeção eletrônica tem muitos mais itens suscetíveis a quebra que o antigo carburado.

Concluímos que, apesar de o sistema injetado oferecer um funcionamento muito melhor, sua vulnerabilidade é inversamente proporcional ao nível de qualidade dos componentes eletrônicos.

Observa-se no geral que os veículos importados obedecem a um critério de qualidade superior ao dos nacionais. Isso explica a grande preocupação de algumas montadoras no quesito qualidade, pois apesar de estarem instaladas no Brasil há alguns anos, ainda importam os componentes, cuja qualidade é considerada de vital importância. A indústria nacional precisa andar a passos largos em direção à qualidade, pois este procedimento em muito prejudica a balança comercial brasileira.

Não se pode negar a melhora considerável da indústria automobilística nacional ao longo dos últimos anos,mas falta muito para que a qualidade dos produtos possa ser equiparada aos importados.Talvez falte um pouco de amor próprio, um pouco de vontade em fazer valer os direitos do consumidor, pois a qualidade que nós teremos é proporcional à nossa exigência.

Novidade à Vista

Fotos: Divulgação
Bugatti "Veyron"
Enquanto a Volkswagen hesita em lançar o superesportivo Bugatti "Veyron" (motor W16, de oito litros e velocidade ao redor de 400 km/h), tentando resolver problemas mecânicos de estabilidade, a Chrysler talvez consiga ter êxito onde a VW está falhando: construir um carro de grande potência e velocidade próxima aos 400 km/h.

O modelo que pode conseguir esta façanha é o "ME FOUR-TWELVE", um protótipo apresentado em Detroit (EUA) no ano passado. Lembro que ele está montado com um motor V12, de seis litros, superalimentado com quatro compressores com 850 CV 1150 Nm de torque a apenas 2.500 giros por minuto. Em teoria, esse protótipo alcançaria os 100 km/h em menos de três segundos, com condições de superar os 350 km/h.

Fotos: Divulgação
Me Four-Twelve
Se a produção do Bugatti " Veyron " permanecer em banho-maria, os americanos poderão conseguir a satisfação de passar para a história como os pioneiros na construção do esportivo mais rápido do mundo.

Vale lembrar que a VW já fracassou em tentativa anterior. E isso causou a demissão do responsável pelo projeto, o sr. Carl Heinz Neumann.



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