No Brasil da cachaça, das caipirinhas e da alma acesa, o ato de beber é
encarado como uma espécie de travessura simpática e sem maiores conseqüências.
Bebe-se para festejar o encontro com os amigos ou para afogar mágoas; bebe-se
para esquentar no frio ou refrescar no calor; bebe-se para esquecer ou transcender
a realidade. A boa vontade com a garrafa (e tomar conta dela) é tanta que
nem mesmo o presidente Lula precisou colar a etiqueta "abstêmio" para chegar
ao Planalto - o que revela que a maioria de nós pode ter milhares de defeitos,
menos um: o falso moralismo. Tomar "uma" não é apenas um programa
convidativo. Estudos indicam que, além de fazer bem à alma, a bebida pode
proporcionar vários benefícios à saúde do coração. Estimular a libido,
inclusive.
| Como
a dura experiência já lhe ensinou, em se tratando de amor uma
dose é pouco; duas, bom; mas três podem ser demais |
Não é nenhum Viagra. Mas, copo na mão, calorzinho no corpo, qualquer
um pode jurar que só de tomar um drinque já entra no clima - é ou não
é? Bem, lamentamos informar, mas não é assim.
Como a dura experiência já deve ter lhe ensinado, em se tratando de amor,
uma dose é pouco, duas é bom, mas três podem ser demais. O álcool altera
o funcionamento normal do metabolismo. Em pequenas quantidades, relaxa
músculos, melhora a circulação sangüínea, funciona como relaxante e aumenta
o desejo. É por isso que muita gente bebe antes de chegar junto. Em grande
quantidade, porém.
Por inibir o processo fisiológico responsável pela ereção, a bebida
faz de você, na cama, um zero à esquerda, mesmo que você seja de direita.
Pior ainda se o consumo for contínuo e não moderado. Neste caso, o que
era remédio transforma-se em veneno. Um broxante veneno.
Um bêbado que não comeu ninguém sabe bem o que é isso. Sem contar os
efeitos colaterais indesejados, dois em especial: 1) esquecer de usar
camisinha e, com isso, pegar uma Aids, venérea ou ter um filho não planejado;
2) acordar ao lado de um "dragão" sem se lembrar de absolutamente nada
do que aconteceu na noite anterior; nem sequer o nome dela.
Cada 100 ml
de cerveja, por exemplo, contém 3,8 g
de teor alcoólico, contra 10,5 g do vinho,
11 g do champanhe doce, 11,5
g do champanhe seco, 35 g da cachaça
e do uísque, e 45 g da vodca.
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Tudo isso remete à questão do limite: qual é a hora exata de parar?
Bem, cada caso é um caso. O álcool provoca efeitos diferentes em cada
pessoa e, à luz da ciência, não é difícil entender por quê: quanto mais
robusta a compleição física do bebedor, principalmente seu peso e a quantidade
de gordura acumulada, mais álcool ele pode.
Elas por elas (quer dizer, eles por eles), os médicos estimam que um
homem adulto possa consumir até três doses diárias sem maiores preocupações.
O conceito de dose é estabelecido pela quantidade de álcool contida numa
latinha de cerveja ou numa medida de uísque ou numa taça de vinho - que
é a mesma, apesar da diferença de volume de cada bebida - cada 100 ml
de cerveja, por exemplo, contém 3,8 g de teor alcoólico, contra 10,5 g
do vinho, 11g do champanhe doce, 11,5 g do champanhe seco, 35 g da cachaça
e do uísque, e 45 g da vodca.
| Como
a dura experiência já lhe ensinou, em se tratando de amor uma
dose é pouco; duas, bom; mas três podem ser demais |
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