Nélson Rodrigues já alertava, numa de suas máximas: "Se as pessoas conhecessem
a vida sexual uma das outras, ninguém se cumprimentava na rua". Porque
a liberdade sexual não tem limites.
Coisas incríveis acontecem quando duas pessoas se encontram a sós entre
quatro paredes. E não estamos falando de sadomasoquismo, porque isso é
já faz parte da rotina - até nossos avós, que tinham tantos preconceitos,
se excitavam assim - mas de taras barras-pesadas mesmo, como a anoxia
erótica (forma de prazer obtida pela asfixia), a gerontofilia (a atração
sexual por velhos) e a acrotomofilia (inclinação ou afeição doentia pela
idéia de fazer sexo com mutilado).
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| O escritor James Joyce, quem diria?,
costumava pedir à sua amada que soltasse gases em suas narinas |
Algumas práticas são nojentas e esdrúxulas, como a coprofilia (excitação
sexual produzida pelo cheiro, visão ou contato com fezes(!) e a urolagmia
(forma de prazer obtida pelo contato com urina).
Nem o marquês de Sade imaginaria tanto.Por exemplo: se lhe contassem
que um dos maiores nomes da literatura universal, James Joyce (1882/1941),
era um incontrolável apreciador das instâncias mais nojentas da fisiologia
humana, você acreditaria?
Claro que não. Mas ali, naquele quarto com a porta fechada a chave por
dentro, tudo é possível.
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| O barato de algumas garotas, como esta, é ficar molhadinha de
urina, tara chamada urolagmia |
Homem de aparência circunspecta, de bigode e de óculos, autor do clássico
Ulisses, em 1929 (aos 29 anos) Joyce chegou ao ponto de pedir à mulher
amada (Nora Barnacle, 22 anos), em cartas de declarada paixão, que lhe
soltasse gases nas narinas.
Eram cartas sérias e até românticas. Essa correspondência, até então
enrustida, só foi descoberta depois da morte do autor de O Retrato do
Artista Enquanto Jovem. E o que melhor nos parece: assinadas de próprio
punho.
O resgaste da correspondência veio pela amada, que o satisfazia em todas
taras sexuais. Veja alguns trechos de sua correspondência com a amante
(apenas as cartas escritas por ele, que estava em Dublin, na Irlanda,
e ela em Pola, na Itália):
" (.) No âmago do amor espiritual que tenho por ti há também um desejo
bestial e bruto por todos os pedacinhos de teu corpo, todas as partes
secretas e vergonhosas dele e por tudo o que ele faz.
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