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Os 100 anos do mito Rolls-Royce
O carrão inglês comemora um século de vida como o mais nobre e perfeito dos conquistadores irresistíveis

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Produzidos quase artesanalmente para atender às exigências dos caixas-altas e da realeza de todo o mundo, os carros da marca inglesa estão nos castelos de reis e príncipes e nas garagens de milionários de todo o planeta desde o dia 4 de maio de 1904, quando o comerciante de veículos Charles Stuart Rolls e o industrial Frederic Henry Royce se encontraram em Manchester e acertaram as bases para a criação de uma nova fábrica de carros. Desde então, não existe melhor símbolo de requinte, luxo e nobreza do que um Rolls-Royce.

Entre mil e 2 mil unidades apenas saem da fábrica de Crewe a cada ano. Não por acaso, desde que iniciou a produção, a empresa fabricou apenas 130 mil carros. A maioria está em pleno funcionamento.

Com a vantagem de nunca freqüentar uma oficina mecânica, a que estão condenados todos os outros auutomóveis da face da Terra.

Adquirir um ícone desses é um sonho para poucos. E não basta ter uma conta bancária milionária para chegar lá: é preciso ter classe - e gostar de carros. Tratado como um detalhe irrelevante, o preço (os modelos mais modernos custam entre 250 mil e 500 mil dólares) costuma ser o último item das negociações. Antes, os ingleses exigem que o pretendente responda a um extenso questionário sobre sua vida e sua relação com os automóveis. Se for aprovado, chega a vez dos "alfaiates", os profissionais que dão sugestões sobre cada detalhe do carro - composição de cores e as especificações técnicas especiais para as condições climáticas do lugar onde a máquina vai rodar. Só depois que tudo estiver combinado é que começa a fabricação do modelo.

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Com tantas restrições, não admira que a lista de proprietários de um modelo RR seja dominada por celebridades - da ex-diva de Hollywood Greta Garbo ao ator John Travolta - este, um colecionador de Rolls-Royce antigos.

Na Inglaterra, a rainha Elizabeth, quando não sai de carruagem, só deixa o Palácio de Buckingham em seu Rolls-Royce. O príncipe Rainier, de Mônaco, tem vários modelos. O ex-beatle John Lennon costumava circular em seu Phantom V, branco, pelas ruas de Manhattan, em Nova York.

No Brasil, há pelo menos duas dezenas de Rolls-Royce rodando, somando-se um do eterno playboy Chiquinho Scarpa, modelo 1976, três do casal Roberto e Yara Baumgart (incluindo um Silver Dawn 1950) e outros três do ex-senador Gilberto Miranda, entre eles aquele que serviu o casal Tony e Carmen Mayrink Veiga durante anos.

O mais famoso RR do país, no entanto, é o da Presidência da República, um modelo Silver Wraith, ano 1952, que o então presidente Getúlio Vargas ganhou de presente de um grupo de empresários, e desde então sempre é utilizado nas cerimônias de posse.


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