Ao prazer de comer e beber você pode acrescentar um outro: o de apimentar
a sua vida (a sexual, o que é melhor ainda) com pratos e drinques
que têm o poder de unir dois dos sete pecados capitais: a gula e a
luxúria. Claro, estamos falando da excitante gastronomia afrodisíaca,
uma arte que, em plena era do Viagra, ainda tem o poder de despertar o apetite
sexual de quem sente o "motor" ratear de vez em quando -
ou seja, quase todo mundo.
Mas será que existem mesmo alimentos e bebidas capazes de mexer
com a nossa libido?
Bem, ainda que nem sempre com respaldo da ciência, a resposta, definitivamente,
é: sim, existe uma inegável correlação entre
cama e mesa.
Como comprovam alguns manuais chineses, hindus e árabes transmitidos
de geração para geração, alguns alimentos
estão vinculados ao aumento ou à manutenção
do desejo sexual desde a Antigüidade. Até mesmo o grande Hércules,
o herói da mitologia grega, comeu uma suculenta sopa de feijão
antes de abater 45 virgens (45!) durante uma noite de sexo ardente -
sim, o nosso bom e velho feijão era considerado um poderoso afrodisíaco;
a tal ponto que acabou banido do Convento de São Jerônimo,
como forma de prevenir excitações eróticas. Bem,
mas essa já é uma outra história.
Indigestos feijões à parte, são muitos os pratos
apontados como estimulantes do desejo sexual desde que o primeiro homem
sentiu os efeitos do stress.
As referências revelam que o mais antigo afrodisíaco era
um pó de pênis de crocodilo seco (arg!), usado pelos egípcios.
Os chineses, por sua vez, incluíam alguns insetos em seu cardápio.
Já os romanos, no tempo do império, acreditavam que não
existia nada mais excitante que um bom prato de (atenção)
testículos de cavalo!
Mais esperto, antes de "partir para o abraço", o imperador
asteca Montezuma recorria a uma singela taça de chocolate -
receita adotada posteriormente por uma dupla do barulho: Marquês
de Sade (o escandaloso escritor francês, autor do clássico
120 Dias de Sodoma) e Giacomo Casanova, o mais conhecido aventureiro do
século 18 - este, segundo rezam as crônicas, teria
levado para a cama mais de 4 mil mulheres em 72 anos de vida; para se
garantir, além de taças de chocolate, consumia 50 ostras
por dia.
Alguém falou em ostras? A ligação do molusco com
o prazer sexual nasceu no século 1. E se mantém viva até
hoje, numa prova (ou pelo menos evidência) de que funciona mesmo.
São muitos os alimentos apontados como afrodisíacos. Alguns,
funcionam de fato: agem sobre os sistemas nervoso central e circulatório,
o que resulta na melhoria do desempenho sexual; outros têm mero
efeito placebo. Experiências indicam que a melhor receita é
aquela que combina vários tipos de substâncias, de modo a
satisfazer os cinco sentidos do corpo humano: visão, audição,
tato, olfato e paladar.
Importante lembrar também que os alimentos estão relacionados
a movimentos como morder, chupar, lamber, sorver e sugar, que estão
intimamente ligados ao ato sexual.
A seguir, uma relação de alimentos e bebidas sobre os quais
é atribuída a ação de aumentar o desejo e
manter a excitação sexual. Algumas prometem fazer de você
um legítimo sucessor do Casanova.
É experimentar para ver.
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