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Andropausa - A menopausa do homem tem cura
Um tratamento de reposição de testosterona permite que se volte a ter uma vida sexual normal - além de barba e voz de barítono

Sim, os homens também entram na menopausa. Esse período de declínio começa a ser observado entre os 40 e os 50 anos. Mas, ao contrário da mulher, que um dia pára de menstruar e perde a fertilidade, passando a sentir diversos sintomas característicos da falência hormonal - os famosos calores, irritação, ressecamento da pele e da vagina, etc. -, a menopausa masculina é mais sutil, a não ser nos casos agudos. A boa notícia é que, a exemplo da mulher, o homem já não precisa sofrer ao entrar em sua "menopausa".
Para isso já existe a reposição hormonal.

A palavra-chave é testosterona, o hormônio masculino por excelência. Produzido nos testículos, o hormônio é fundamental para o homem desde a vida intra-uterina. É ele que define as características masculinas do bebê.

Por volta da sexta semana de gestação, estimulado pela presença do cromossomo Y, o útero materno libera a substância no organismo do feto. É nesse momento que se formam o pênis e os testículos do menino. Durante a infância, não há produção do hormônio. É só na puberdade que ele volta à ativa - aliás, com intensidade vulcânica.

Entre 15 e 18 anos, a produção de testosterona atinge seu pico, podendo chegar a 1.000 nanogramas por decilitro de plasma sangüíneo. O equivalente a 1 bilionésimo de grama de hormônio por 0,1 litro de sangue - uma substância poderosa em quantidades tão ínfimas. O rapazinho ganha barba e pêlos, a voz engrossa e o corpo franzino começa a exibir músculos mais definidos. Graças à ação da testosterona, seu comportamento também muda. Ele se torna mais agressivo, ousado - e com a libido a todo o vapor.

Quais os riscos e as contra-indicações da terapia de reposição de testosterona?

Havia a suspeita de que a reposição prejudicaria a saúde cardiovascular, mas hoje sabe-se que é o contrário. Também se apontou a possibilidade de provocar câncer ou hiperplasia benigna de próstata (aumento da glândula). Estudos mostram que a terapia pode agravar essas doenças, se elas já existirem. Há outros riscos, como retenção de líquido, apnéia do sono, ginecomastia e aumento dos glóbulos vermelhos, mas são raros e podem ser eliminados reduzindo-se a dose.


Não é por acaso que o aditivo está se tornando o produto da moda para os senhores de meia-idade que sentem que alguma coisa está começando a faltar.

Nos Estados Unidos, cinco anos atrás, mais de 4 milhões de homens tinham a reposição hormonal como rotina. Esse número se multiplicou a partir de julho de 1998, quando chegou às farmácias americanas o AndroGel, a versão do hormônio sob a forma de gel.

No Brasil, seu uso está praticamente restrito às academias de ginástica, tomado em altas doses por malhadores dispostos a ganhar músculos da noite para o dia. Em 30 dias, conseguem-se resultados que, à base de atividade física e alimentação, demorariam meses. O problema é que doses extras de testosterona podem ser perigosas. Entre os danos que podem causar estão a diminuição do tamanho dos testículos, possibilidade de câncer na próstata e alterações no fígado. Mulheres podem ter engrossamento irreversível da voz. Somem-se aí calvície precoce e até infertilidade, e tem-se um quadro completo dos efeitos indesejáveis.

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