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strip-tease na tela
Vários mitos já foram criados a partir da arte de se despir lentamente - de Rita Hayworth a Demi Moore. Alguns filmes com elas não podem faltar na sua DVDteca

por Gilberto Ungaretti

Show Bar (Coyote Ugly)

Garota vai para Nova York tentar a carreira musical, mas acaba arranjando emprego num clube noturno, onde um grupo de meninas, sexys e ousadas, realiza movimentos acrobáticos para servir drinques a seus clientes. Comédia rodada em 2000, em que o diretor David McNally não poupou esforços para mostrar o quanto pode ser difícil alcançar um sonho.

Barbarella

O diretor Roger Vadim tenta fazer de sua nova esposa, Jane Fonda, uma nova Brigitte Bardot, lançando-a como símbolo sexual em Barbarella, a heroína espacial das histórias em quadrinhos. A atriz mostra suas curvas esculturais em um strip psicodélico. As peças flutuam no ar. A estética é de 1968 e pode dar ataques de risos, mas vale pela presença de Jane, que se sentiu usada pelo marido e recusou-se a fazer outros filmes com ele.

Striptease

Dirigido por Andrew Bergman, o filme, de 1996, mostrou porções da atriz Demi Moore que até então não tinham sido reveladas.Sensual como nunca, ela é obrigada a tirar (quase) toda a roupa ao interpretar uma dançarina de strip-tease que precisa manter a guarda de sua filha, depois de perder o emprego de secretária no FBI por causa do marido, um pequeno golpista. Comédia dramática co-estrelada por Burt Reynolds, Armand Assante, Ving Rhames e Robert Patrick.

Femme Fatale

O filme de Brian de Palma, um suspense com ingredientes doidos e lascivos, proporciona à ex-modelo de ascendência alemã Rebecca Romijn-Stamos a chance de brilhar na pele de Laura Ash, a enganadora mulher fatal do título. Predadora autoconfiante, bissexual e sem nenhum sentimento, ela estaria plenamente à altura do personagem de Sharon Stone em Instinto Selvagem. Rebecca despe-se como uma deusa e prova que a sensualidade é tudo ao permanecer de lingerie ao final do strip. A trama envolve bandidos perigosos, um roubo mirabolante e belas e sedutoras mulheres. Com Antonio Banderas, Peter Coyote e Rie Rasmussen.

Gilda
Você já deve ter ouvido isso: "Nunca houve uma mulher como Gilda". Dirigido por Charles Vidor em 1946, o filme conta com uma das mais memoráveis cenas eróticas da história do cinema: a bela ruiva Rita Hayworth cantando "Put the blame on Mame" (Ponha a Culpa na Mame) enquanto tira suas luvas com uma sensualidade jamais igualada.

Na história, Johnny Farrell (Glenn Ford) vai trabalhar para Ballin Mundson (George MacReady), o proprietário de um cassino ilegal numa cidade da América Latina, e rapidamente desponta como seu braço direito. Tudo vai bem até que Mundson retorna de uma viagem com sua nova esposa, Gilda - uma mulher do passado de Johnny. Mundson, sem saber de seu antigo caso, designa a Farrell o trabalho de manter Gilda uma esposa fiel. Cheia de ódio, Gilda faz de tudo para antagonizar, intimidar e injetar ciúmes em Farrell - até que as circunstâncias permitam que ele se vingue.

Hayworth foi o maior mito erótico dos anos 40. Seu rosto povoou os sonhos de toda uma geração.

Fotos: divulgação

9 e 1/2 Semanas de Amor

O clássico dos anos 80 dirigido por Adryan Lyne (o mesmo de Atração Fatal) marca a consagração de Kim Basinger como símbolo sexual e como atriz. Os jogos amorosos (ligeiramente sadomasoquistas) entre ela e Mickey Rourke são deliciosos. Lançado em 86, o longa mostra a linha tênue entre fantasia, dominação e poder com ótimas cenas de strip. Na história, quando conhece John (Mickey Rourke), sua personagem (Elizabeth) era inteligente, sofisticada, com o controle de sua própria vida. Intrigada pela personalidade enigmática de John, ela mergulha em um relacionamento de pura sensualidade que se intensifica até se tornar um pesadelo erótico, de fantasia e dominação.

Fotos: divulgação
Lua de Fel

Um jovem casal comportado e reprimido tenta reencontrar a paixão perdida por meio de um romântico cruzeiro marítimo. Mas tudo se modifica quando um segundo casal entra em cena. Dirigido por Roman Polanski, o filme, de 1992, conta com boas interpretações de Peter Coyote, Hugh Grant e Kristin Scott Thomas. Emmanuelle Seigner, a deliciosa mulher de Polanski, deixa a desejar como atriz, mas sua presença física encobre qualquer deslize. O tema é o relacionamento extraconjugal, mas sobra espaço para as belas curvas da atriz e para seus ardentes encontros com o amante.

True Lies

Rodado em 1994 pelo diretor James Cameron - o mesmo de megassucessos como Aliens - O Resgate e O Exterminador do Futuro -, o longa traz a história de um espião (Arnold Schwarzenegger) que precisa desvendar um caso de terrorismo e ao, mesmo tempo, resolver seus problemas familiares - sua esposa (Jamie Lee Curtis) está saindo com outro homem (Bill Paxton).

O strip, num quarto de hotel, não é total, mas vale a pena.

© Copyright 2007 Revista Ele Ela